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       Dirigentes Da Egregora - Sagrada Lei De Umbanda
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       Orixá Oxumaré
       By: calmeida Date: December 20, 2016, 4:46 pm
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       Oxumarê É a Divindade que está assentada no pólo negativo do
       Trono do Amor.
       É um Orixá Cósmico que atua na vida dos seres para absorver,
       diluir e corrigir os desequilíbrios no campo do amor e que, ao
       mesmo tempo, irradia Energias de renovação.
       Seus principais Fatores são o Diluidor e o Renovador, pois a
       Energia de Oxumarê se movimenta por meio de uma onda dupla: uma
       onda dilui as negatividades dos seres e a outra onda,
       simultaneamente, os renova.
       Essa onda dupla é simbolizada por duas serpentes entrelaçadas
       num eixo vertical. E aqui surge um dos Mistérios de Oxumarê: o
       Mistério Cobra ou Serpente. Mas esta “serpente” não se refere ao
       animal, ao réptil, na verdade ela representa a kundalini, um
       tipo de Energia que circula no chakra básico. Por outro lado, a
       serpente é associada à sexualidade, e isso precisa ser mais bem
       analisado.
       A Energia kundalini não é apenas uma energia sexual ou para o
       sexo. Ela é mais que isso. A kundalini é a Energia da alegria,
       da satisfação, do prazer de viver- o que certamente pode
       englobar a sexualidade, mas vai além desse aspecto.
       A Energia de Oxumarê tem as qualidades da Energia kundalini e
       daí vem o fato de Oxumarê ser associado à sexualidade, às vezes
       até de forma equivocada. Vejamos como atua a Energia de Pai
       Oxumarê, que tem características da Energia kundalini.
       Sabemos que o corpo humano tem 7 chakras principais: coronário,
       frontal, laríngeo, do coração, esplênico, umbilical e básico.
       Estes chakras absorvem as Energias Divinas que são vitais para
       nós e as irradiam para os nossos demais centros energéticos
       (chakras menores, meridianos etc.), garantindo o equilíbrio e a
       saúde dos nossos corpos espiritual, mental, emocional e físico.
       Pois bem, a kundalini é a Energia Divina que entra pelo chakra
       básico. É “a serpente que dorme no chakra básico” e que, ao ser
       despertada, sobe pela coluna e vai passando pelos demais
       chakras, num movimento que lembra o da serpente, até chegar ao
       chakra da coroa. As energias do chakra básico nos dão
       vitalidade, capacidade de iniciativa; despertam em nós a vontade
       de fazer, de realizar, de estar presente; dão-nos a capacidade
       do saber relacionar-se com o mundo. É a chamada Energia
       terra/céu.
       Mas nós recebemos outro tipo de Energia, que entra pelo chakra
       da coroa e desce para os demais chakras, até chegar ao básico.
       Essa Energia nos liga ao mais Alto, por meio da Fé, e nos faz
       buscar transcender as questões meramente materiais. É a Energia
       céu/terra.
       Essas duas Energias se movimentam num eixo magnético vertical
       que vai do topo da cabeça ao chakra básico, elas descem ao longo
       da coluna vertebral e alimentam os demais chakras, juntando-se
       às energias específicas de cada chakra. Dão a sustentação “pela
       terra” e “pelo céu”.
       As energias do chakra básico e as da coroa se encontram no
       chakra do coração, situado exatamente no meio dos 7 chakras
       principais. Ali elas são harmonizadas e dali são distribuídas
       para os demais centros energéticos. Diz o ditado: “o equilíbrio
       está no meio”... Portanto, o coração bombeia o sangue e também
       essas Energias, inclusive a kundalini, para todo o nosso corpo.
       Assim, quando alimentamos sentimentos de amor e de alegria de
       viver, nós ficamos plenos do equilíbrio das Energias terra/céu e
       céu/terra. Mas se nos entregamos às mágoas, às decepções e
       tristezas, nós bloqueamos o chakra do coração e também a livre
       circulação da kundalini, e enfraquecemos. Por isso se diz que o
       Amor cura tudo...
       Como Trono Masculino do Amor, Pai Oxumarê nos ampara e auxilia
       em todas as dificuldades no campo do amor, da afetividade no
       geral e do relacionar-se com o outro; inclusive nas dificuldades
       referentes à sexualidade. Quando alimentamos ódio, ciúmes,
       ressentimentos e mágoas, ou dificuldades no campo da
       sexualidade, por exemplos, podemos pedir a Ele que dilua esses
       sentimentos negativos e renove o nosso íntimo, curando esses
       bloqueios indesejáveis. Pois o Divino Oxumarê é também um dos
       Orixás que compõem o Sagrado Trono Medicinal ou da Cura (ao lado
       dos Amados Pais Oxalá, Oxóssi, Obaluayê, entre outros).
       As “serpentes” de Oxumarê (sua onda dupla) têm relação com a
       sexualidade neste sentido
       de equilíbrio: quando nos relacionamos por Amor, o nosso coração
       ajuda a bombear a kundalini, fazendo-a subir dos dois lados,
       como duas “serpentes” que se entrelaçam e nos envolvem com as
       Energia terra/céu (vitalidade, impulso, estímulo, alegria,
       prazer) e as Energias céu/terra (Fé, autoconfiança, autoestima,
       integração com o Todo, entusiasmo, êxtase, iluminação). A
       energia sexual não é apenas para o sexo, é também para todas as
       atividades criativas e de expansão da consciência.
       A onda dupla de Oxumarê lembra o caduceu, símbolo da Medicina e
       que também aparece nas mãos de Mercúrio. O caduceu é um bastão
       com duas serpentes entrelaçadas, representando a complexidade do
       ser humano.
       Pai Oxumarê é também considerado o Senhor do Arco-Íris. E aqui
       temos mais um dos Seus Divinos Mistérios: o Mistério das Cores.
       Pois o fenômeno do arco-íris revela as 7 cores contidas na luz
       branca do sol.
       O arco-íris surge num dia de sol e chuva forte, aparece logo
       após a chuva. As 7 cores da luz solar se refletem primeiro no
       interior das gotas de água da chuva que evaporaram com o calor
       do sol, e dali elas se refletem no céu, ficando então visíveis
       aos nossos olhos. Esse fenômeno também simboliza o bem-estar e a
       alegria que sentimos pela renovação da atmosfera, depois daquela
       chuva forte.
       Num dia de sol e chuva, podemos observar uma cachoeira: quando a
       água da cachoeira cai, com aquele vapor em torno dela, e a luz
       do sol bate nas gotas de água suspensas no ar, forma-se o
       arco-íris, e as 7 cores ficam visíveis no céu.
       A cachoeira, nesse ponto em que as águas caem e formam vapor, é
       um dos pontos de força de Oxumarê. Pois é Oxumarê quem dá cores
       à Vida e a toda a Criação. Ele é o Senhor do Arco-Íris Divino,
       que ilumina e renova toda a Criação, “depois de uma chuva
       forte”, isto é, depois da dificuldade. Isso também pode ser
       entendido da seguinte forma: quando uma pessoa está triste,
       desiludida e amargurada, a vida lhe parece sem brilho, fica
       cinzenta; já quando a pessoa está amando, ela vê alegria e cor
       em tudo. E assim atua o Divino Pai Oxumarê: diluindo nossas
       mágoas e tristezas, para nos renovar e reequilibrar, devolvendo
       o brilho das cores à nossa vida. Ele é o Senhor das 7 cores do
       Arco-Íris Sagrado. Ele nos renova o íntimo e traz “as cores da
       Vida” que não estávamos percebendo. Ele é o Grande Renovador das
       nossas vidas.
       Ainda dentro do Mistério das Cores, Oxumarê rege a Linha de
       Trabalho das Crianças, pois a criança representa o renascimento,
       a renovação da vida, a pureza, a alegria etc. Num sentido mais
       espiritualista, leva-nos ao resgate da nossa “criança interior”.
       Na obra de Rubens Saraceni, pela Editora Madras, aprendemos que
       o Orixá Oxumarê é a Renovação contínua, atuando nas nos 7
       Sentidos da Vida:
       -No Sentido da Fé: renovando a fé e a religiosidade dos seres;
       -No Sentido do Amor e da concepção: renovando o amor e a
       sexualidade dos seres;
       -No Sentido do Conhecimento: renovando os conceitos, teorias e
       fundamentos;
       -No Sentido da Justiça: renovando os juízos (padrões de valores,
       avaliações);
       -No Sentido da Lei: renovando as ordenações que acontecem de
       tempos em tempos;
       -No Sentido da Evolução: renovando as doutrinas que aperfeiçoam
       o saber e aceleram a evolução dos seres;
       -No Sentido da Geração: como a renovação da criatividade, ou
       como o próprio reencarne.
       O livro “Lendas da Criação” destaca a interessante “união” ou
       atuação conjunta dos Orixás Iansã e Oxumarê: Mãe Iansã atua para
       dar movimento e direcionamento à Criação, enquanto Pai Oxumarê
       dá ritmo e cadência a esses movimentos. Ela nos direciona e
       movimenta no caminho da Evolução. Ele impõe ritmo e cadência aos
       nossos movimentos, diluindo nossos desequilíbrios e renovando os
       nossos passos, para nos manter em sintonia com o Movimento
       Perfeito da Criação.
       Já o autor Fernando Fernandes nos fala da visão do Candomblé,
       onde Oxumarê é cultuado como o filho mais novo e preferido de
       Nanã e irmão de Omolu. Ele participou da criação do mundo,
       enrolando-se ao redor da Terra, reunindo a matéria e dando forma
       ao mundo.  Rastejando pelo Mundo, desenhou os vales e rios. É a
       grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do
       movimento e do ciclo vital.
       Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da
       vida. Assegura a comunicação entre o mundo sobrenatural, os
       antepassados e os homens, e por isso é associado ao cordão
       umbilical. Garante a comunicação entre o céu e a terra e leva a
       água dos mares para o céu, para que a chuva possa formar-se. É o
       arco-íris, a grande cobra colorida. A cobra é d’Ele, e por isso
       no Candomblé não se mata cobra.
       Para alguns, Oxumarê seria “homem e mulher”, seis meses homem e
       seis meses mulher. Mas na Umbanda acreditamos que isso se refere
       a um ciclo que Ele representa: o ciclo da Vida, pois da junção
       entre masculino e feminino é que a Vida se perpetua. Oxumarê é
       duplo, mas no sentido de que exprime a união dos opostos, que se
       atraem e permitem a manutenção do Universo e da Vida. Sintetiza
       também a duplicidade do ser, que é mortal no corpo e imortal no
       espírito.
       Na Umbanda, Oxumarê é cultuado como Trono Masculino do Amor.
       Portanto, é um Orixá Masculino. Como Divindades de Deus, os
       Orixás estão além não dos valores e conceitos (e preconceitos)
       humanos sobre sexualidade ou sobre qualquer outro tema.
       
       
       Oferenda: Velas branca, azul, verde, dourada, vermelha, roxa,
       rosa, marrom terroso; melão aberto com champanhe rose e flores
       multicoloridas.
       Local:
       Saudação: Arrobobôi Oxumaré
       Sincretismo: São Bartolomeu
       Data: 24/08
       Dia: Terça-feira
       Elemento: Agua
       Cor: 7 Cores do Arco Iris
       Símbolo: Serpente e arco íris
       Flores: Flor do campo coloridas, hortênsia
       Ervas: Graviola, Damiana, Orégano, Urucum, Carqueja, Budinho do
       norte...
       Pontos da Natureza: Cachoeiras ou rio com correnteza forte
       Pedra: Fluorita multicolorida, opala, quartzo azul claro
       Metal: Latão – antimônio
       Bebida: Agua mineral, champanhe rose
       Chacra: Cardíaco
       Comida: Pepino, batata doce
       Frutas: Banana da erra, maracujá. Batata doce, pinho...
       Planeta: Vênus
       Linha: 2ª Rosa – Amor e Renovação
       Fio de Conta: Colorido
       Numero: 14
       Arquétipos dos Filhos de Oxumaré
       São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente
       mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de
       amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e
       na busca de novas alternativas para o futuro, para cumprir o seu
       ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.
       São pessoas magras. Como as cobras possuem olhos atentos,
       salientes, difíceis de encarar.
       São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar
       as suas riquezas.
       São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e
       desprendidas quando se trata de ajudar alguém. Extremamente
       ativas e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem
       parar.
       São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objetivos
       e não medem sacrifícios para alcançá-los.
       A dualidade do Orixá também se manifesta nos seus filhos,
       principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas
       vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo ao
       outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o
       vinho, assim como Oxumarê, o Orixá do Movimento.
       No Positivo: Tendem à renovação e à mudança, vivem rompendo com
       o passado e na busca de novas alternativas para o futuro.
       Pacientes e obstinados na luta pelos seus objetivos, não medem
       esforços para alcançá-los. São extrovertidos, alegres, amáveis,
       criativos e curiosos.
       No Negativo: Tornam-se apáticos, infelizes, fechados, sombrios,
       com tendência à autopunição.
       Aspecto Físico: Costumam ser magros, ativos, ágeis, de olhos
       atentos e salientes, difíceis de encarar.
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