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Dirigentes Da Egregora - Sagrada Lei De Umbanda
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#Post#: 29--------------------------------------------------
Orixá Oxumaré
By: calmeida Date: December 20, 2016, 4:46 pm
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Oxumarê É a Divindade que está assentada no pólo negativo do
Trono do Amor.
É um Orixá Cósmico que atua na vida dos seres para absorver,
diluir e corrigir os desequilíbrios no campo do amor e que, ao
mesmo tempo, irradia Energias de renovação.
Seus principais Fatores são o Diluidor e o Renovador, pois a
Energia de Oxumarê se movimenta por meio de uma onda dupla: uma
onda dilui as negatividades dos seres e a outra onda,
simultaneamente, os renova.
Essa onda dupla é simbolizada por duas serpentes entrelaçadas
num eixo vertical. E aqui surge um dos Mistérios de Oxumarê: o
Mistério Cobra ou Serpente. Mas esta “serpente” não se refere ao
animal, ao réptil, na verdade ela representa a kundalini, um
tipo de Energia que circula no chakra básico. Por outro lado, a
serpente é associada à sexualidade, e isso precisa ser mais bem
analisado.
A Energia kundalini não é apenas uma energia sexual ou para o
sexo. Ela é mais que isso. A kundalini é a Energia da alegria,
da satisfação, do prazer de viver- o que certamente pode
englobar a sexualidade, mas vai além desse aspecto.
A Energia de Oxumarê tem as qualidades da Energia kundalini e
daí vem o fato de Oxumarê ser associado à sexualidade, às vezes
até de forma equivocada. Vejamos como atua a Energia de Pai
Oxumarê, que tem características da Energia kundalini.
Sabemos que o corpo humano tem 7 chakras principais: coronário,
frontal, laríngeo, do coração, esplênico, umbilical e básico.
Estes chakras absorvem as Energias Divinas que são vitais para
nós e as irradiam para os nossos demais centros energéticos
(chakras menores, meridianos etc.), garantindo o equilíbrio e a
saúde dos nossos corpos espiritual, mental, emocional e físico.
Pois bem, a kundalini é a Energia Divina que entra pelo chakra
básico. É “a serpente que dorme no chakra básico” e que, ao ser
despertada, sobe pela coluna e vai passando pelos demais
chakras, num movimento que lembra o da serpente, até chegar ao
chakra da coroa. As energias do chakra básico nos dão
vitalidade, capacidade de iniciativa; despertam em nós a vontade
de fazer, de realizar, de estar presente; dão-nos a capacidade
do saber relacionar-se com o mundo. É a chamada Energia
terra/céu.
Mas nós recebemos outro tipo de Energia, que entra pelo chakra
da coroa e desce para os demais chakras, até chegar ao básico.
Essa Energia nos liga ao mais Alto, por meio da Fé, e nos faz
buscar transcender as questões meramente materiais. É a Energia
céu/terra.
Essas duas Energias se movimentam num eixo magnético vertical
que vai do topo da cabeça ao chakra básico, elas descem ao longo
da coluna vertebral e alimentam os demais chakras, juntando-se
às energias específicas de cada chakra. Dão a sustentação “pela
terra” e “pelo céu”.
As energias do chakra básico e as da coroa se encontram no
chakra do coração, situado exatamente no meio dos 7 chakras
principais. Ali elas são harmonizadas e dali são distribuídas
para os demais centros energéticos. Diz o ditado: “o equilíbrio
está no meio”... Portanto, o coração bombeia o sangue e também
essas Energias, inclusive a kundalini, para todo o nosso corpo.
Assim, quando alimentamos sentimentos de amor e de alegria de
viver, nós ficamos plenos do equilíbrio das Energias terra/céu e
céu/terra. Mas se nos entregamos às mágoas, às decepções e
tristezas, nós bloqueamos o chakra do coração e também a livre
circulação da kundalini, e enfraquecemos. Por isso se diz que o
Amor cura tudo...
Como Trono Masculino do Amor, Pai Oxumarê nos ampara e auxilia
em todas as dificuldades no campo do amor, da afetividade no
geral e do relacionar-se com o outro; inclusive nas dificuldades
referentes à sexualidade. Quando alimentamos ódio, ciúmes,
ressentimentos e mágoas, ou dificuldades no campo da
sexualidade, por exemplos, podemos pedir a Ele que dilua esses
sentimentos negativos e renove o nosso íntimo, curando esses
bloqueios indesejáveis. Pois o Divino Oxumarê é também um dos
Orixás que compõem o Sagrado Trono Medicinal ou da Cura (ao lado
dos Amados Pais Oxalá, Oxóssi, Obaluayê, entre outros).
As “serpentes” de Oxumarê (sua onda dupla) têm relação com a
sexualidade neste sentido
de equilíbrio: quando nos relacionamos por Amor, o nosso coração
ajuda a bombear a kundalini, fazendo-a subir dos dois lados,
como duas “serpentes” que se entrelaçam e nos envolvem com as
Energia terra/céu (vitalidade, impulso, estímulo, alegria,
prazer) e as Energias céu/terra (Fé, autoconfiança, autoestima,
integração com o Todo, entusiasmo, êxtase, iluminação). A
energia sexual não é apenas para o sexo, é também para todas as
atividades criativas e de expansão da consciência.
A onda dupla de Oxumarê lembra o caduceu, símbolo da Medicina e
que também aparece nas mãos de Mercúrio. O caduceu é um bastão
com duas serpentes entrelaçadas, representando a complexidade do
ser humano.
Pai Oxumarê é também considerado o Senhor do Arco-Íris. E aqui
temos mais um dos Seus Divinos Mistérios: o Mistério das Cores.
Pois o fenômeno do arco-íris revela as 7 cores contidas na luz
branca do sol.
O arco-íris surge num dia de sol e chuva forte, aparece logo
após a chuva. As 7 cores da luz solar se refletem primeiro no
interior das gotas de água da chuva que evaporaram com o calor
do sol, e dali elas se refletem no céu, ficando então visíveis
aos nossos olhos. Esse fenômeno também simboliza o bem-estar e a
alegria que sentimos pela renovação da atmosfera, depois daquela
chuva forte.
Num dia de sol e chuva, podemos observar uma cachoeira: quando a
água da cachoeira cai, com aquele vapor em torno dela, e a luz
do sol bate nas gotas de água suspensas no ar, forma-se o
arco-íris, e as 7 cores ficam visíveis no céu.
A cachoeira, nesse ponto em que as águas caem e formam vapor, é
um dos pontos de força de Oxumarê. Pois é Oxumarê quem dá cores
à Vida e a toda a Criação. Ele é o Senhor do Arco-Íris Divino,
que ilumina e renova toda a Criação, “depois de uma chuva
forte”, isto é, depois da dificuldade. Isso também pode ser
entendido da seguinte forma: quando uma pessoa está triste,
desiludida e amargurada, a vida lhe parece sem brilho, fica
cinzenta; já quando a pessoa está amando, ela vê alegria e cor
em tudo. E assim atua o Divino Pai Oxumarê: diluindo nossas
mágoas e tristezas, para nos renovar e reequilibrar, devolvendo
o brilho das cores à nossa vida. Ele é o Senhor das 7 cores do
Arco-Íris Sagrado. Ele nos renova o íntimo e traz “as cores da
Vida” que não estávamos percebendo. Ele é o Grande Renovador das
nossas vidas.
Ainda dentro do Mistério das Cores, Oxumarê rege a Linha de
Trabalho das Crianças, pois a criança representa o renascimento,
a renovação da vida, a pureza, a alegria etc. Num sentido mais
espiritualista, leva-nos ao resgate da nossa “criança interior”.
Na obra de Rubens Saraceni, pela Editora Madras, aprendemos que
o Orixá Oxumarê é a Renovação contínua, atuando nas nos 7
Sentidos da Vida:
-No Sentido da Fé: renovando a fé e a religiosidade dos seres;
-No Sentido do Amor e da concepção: renovando o amor e a
sexualidade dos seres;
-No Sentido do Conhecimento: renovando os conceitos, teorias e
fundamentos;
-No Sentido da Justiça: renovando os juízos (padrões de valores,
avaliações);
-No Sentido da Lei: renovando as ordenações que acontecem de
tempos em tempos;
-No Sentido da Evolução: renovando as doutrinas que aperfeiçoam
o saber e aceleram a evolução dos seres;
-No Sentido da Geração: como a renovação da criatividade, ou
como o próprio reencarne.
O livro “Lendas da Criação” destaca a interessante “união” ou
atuação conjunta dos Orixás Iansã e Oxumarê: Mãe Iansã atua para
dar movimento e direcionamento à Criação, enquanto Pai Oxumarê
dá ritmo e cadência a esses movimentos. Ela nos direciona e
movimenta no caminho da Evolução. Ele impõe ritmo e cadência aos
nossos movimentos, diluindo nossos desequilíbrios e renovando os
nossos passos, para nos manter em sintonia com o Movimento
Perfeito da Criação.
Já o autor Fernando Fernandes nos fala da visão do Candomblé,
onde Oxumarê é cultuado como o filho mais novo e preferido de
Nanã e irmão de Omolu. Ele participou da criação do mundo,
enrolando-se ao redor da Terra, reunindo a matéria e dando forma
ao mundo. Rastejando pelo Mundo, desenhou os vales e rios. É a
grande cobra que morde a cauda, representando a continuidade do
movimento e do ciclo vital.
Sua essência é o movimento, a fertilidade, a continuidade da
vida. Assegura a comunicação entre o mundo sobrenatural, os
antepassados e os homens, e por isso é associado ao cordão
umbilical. Garante a comunicação entre o céu e a terra e leva a
água dos mares para o céu, para que a chuva possa formar-se. É o
arco-íris, a grande cobra colorida. A cobra é d’Ele, e por isso
no Candomblé não se mata cobra.
Para alguns, Oxumarê seria “homem e mulher”, seis meses homem e
seis meses mulher. Mas na Umbanda acreditamos que isso se refere
a um ciclo que Ele representa: o ciclo da Vida, pois da junção
entre masculino e feminino é que a Vida se perpetua. Oxumarê é
duplo, mas no sentido de que exprime a união dos opostos, que se
atraem e permitem a manutenção do Universo e da Vida. Sintetiza
também a duplicidade do ser, que é mortal no corpo e imortal no
espírito.
Na Umbanda, Oxumarê é cultuado como Trono Masculino do Amor.
Portanto, é um Orixá Masculino. Como Divindades de Deus, os
Orixás estão além não dos valores e conceitos (e preconceitos)
humanos sobre sexualidade ou sobre qualquer outro tema.
Oferenda: Velas branca, azul, verde, dourada, vermelha, roxa,
rosa, marrom terroso; melão aberto com champanhe rose e flores
multicoloridas.
Local:
Saudação: Arrobobôi Oxumaré
Sincretismo: São Bartolomeu
Data: 24/08
Dia: Terça-feira
Elemento: Agua
Cor: 7 Cores do Arco Iris
Símbolo: Serpente e arco íris
Flores: Flor do campo coloridas, hortênsia
Ervas: Graviola, Damiana, Orégano, Urucum, Carqueja, Budinho do
norte...
Pontos da Natureza: Cachoeiras ou rio com correnteza forte
Pedra: Fluorita multicolorida, opala, quartzo azul claro
Metal: Latão – antimônio
Bebida: Agua mineral, champanhe rose
Chacra: Cardíaco
Comida: Pepino, batata doce
Frutas: Banana da erra, maracujá. Batata doce, pinho...
Planeta: Vênus
Linha: 2ª Rosa – Amor e Renovação
Fio de Conta: Colorido
Numero: 14
Arquétipos dos Filhos de Oxumaré
São pessoas que tendem à renovação e à mudança. Periodicamente
mudam tudo na sua vida (de maneira radical): mudam de casa, de
amigos, de religião, de emprego; vivem rompendo com o passado e
na busca de novas alternativas para o futuro, para cumprir o seu
ciclo de vida: mutável, incerto, de substituições constantes.
São pessoas magras. Como as cobras possuem olhos atentos,
salientes, difíceis de encarar.
São pessoas que se prendem a valores materiais e adoram ostentar
as suas riquezas.
São orgulhosas, exibicionistas, mas também generosas e
desprendidas quando se trata de ajudar alguém. Extremamente
ativas e ágeis, estão sempre em movimento e ação, não podem
parar.
São pessoas pacientes e obstinadas na luta pelos seus objetivos
e não medem sacrifícios para alcançá-los.
A dualidade do Orixá também se manifesta nos seus filhos,
principalmente no que se refere às guinadas que dão nas suas
vidas, que chegam a ser de 180 graus, indo de um extremo ao
outro sem a menor dificuldade. Mudam de repente da água para o
vinho, assim como Oxumarê, o Orixá do Movimento.
No Positivo: Tendem à renovação e à mudança, vivem rompendo com
o passado e na busca de novas alternativas para o futuro.
Pacientes e obstinados na luta pelos seus objetivos, não medem
esforços para alcançá-los. São extrovertidos, alegres, amáveis,
criativos e curiosos.
No Negativo: Tornam-se apáticos, infelizes, fechados, sombrios,
com tendência à autopunição.
Aspecto Físico: Costumam ser magros, ativos, ágeis, de olhos
atentos e salientes, difíceis de encarar.
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